quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Das Trincheiras com Saudade


Acabei de ler recentemente o livro com o título "Das Trincheiras com Saudade - A vida quotidiana dos militares portugueses na Primeira Guerra Mundial", de Isabel Marques. Na divulgação da história militar portuguesa, focada na Grande Guerra de 1914-18, este livro constitui uma pedrada no charco, focando -se nos aspectos psico-sociais da participação portuguesa na guerra das trincheiras: os homens, as suas vivências e experiências em terras estranhas, as condições de higiene e saúde, a religião, o moral das tropas, para além, obviamente, da referência à guerra em si, vivida pelo CEP (Corpo Expedicionário Português) durante 2 anos e picos nas planícies desoladas da Flandres, com destaque para a batalha de La Lys que ditou o fim do CEP enquanto corpo de exército autónomo, dentro do aparelho militar dos Aliados.
Apesar de certos detalhes que me desagradaram (algumas passagens de texto densas e algo repetitivas, algumas gralhas e erros de legendagem das fotografias), no geral, gostei de ler este livro que constitui-se como referência e ponto de partida para um estudo mais aprofundado deste período da história de Portugal, para quem estiver interessado. Contém, em apêndice, uma extensa bibliografia, essencialmente constituída pelas memórias escritas de ex-combatentes, que constatei não serem fáceis de encontrar hoje em dia, a não ser em alguns alfarrabistas e em algumas bibliotecas.

(*) a imagem que acompanha este texto foi "emprestada" pelo site WOOK.PT

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Adrian Mole - uma descoberta agradável

Acabei de ler, cortesia da biblioteca municipal, o Diário Secreto de Adrian Mole aos 13 anos e 3/4, de Sue Townsend.
Era um (dos) livro(s) cuja leitura, continuamente adiada, perseguia-me ou diria mesmo, me assombrava há anos, décadas mesmo. Bem, posso afirmar que valeu a pena esperar (podia era ter sido bem menos longa a espera) e deliciar-me com a leitura deste livro fascinante. Um retrato bem humorado, poético e patético da adolescência, vivida no inicio da década de 80 do século XX, no qual muitos "adolescentes" da minha geração se poderão rever numa ou noutra situação/episódio que vai marcando cada entrada do diário mantido por Adrian Mole, entre os 13 anos e 3/4 até, mais ou menos, ao dia que perfaz 15 anos.
Agora estou ansioso por ler os próximos tomos desta saga. A ver se não demoro décadas a fazê-lo.